sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Impuro e Maldito - Parte 1: De Quando Minha Casa Virou o Inferno...


Por Arthur "Ranzo" Vianna. Sobre o Blog...

A loucura é a beleza aos olhos dos impuros... E neste lugar, todos somos impuros.

Escuto os barulhos suaves de passos chegando pela porta... Dia bom pra morrer, dia bom pra matar... Que o destino decida. Saio pela porta de repente atirando, surpreendendo os cretinos, e descubro que há cretinos no corredor... Mas sim um casal de adolescentes caídos no chão, não estavam mortos, mas sangravam bastante...

Ouço a porta do prédio abrir, ouço passos correndo, ouço a porta se fechar e ouço um carro em partida... Eles estavam aqui.

Guardo minha pistola no coldre... Olho para eles e digo... “Eu feri vocês, eles matariam os dois. Entrem, vou cuidar de vocês.” Eles me olham assustados, não se mexem, então eu os puxo pelo braço... “Venham logo cacete, eles vão voltar.”... E, assim que eu entro no quarto, vejo uma coisa pequena entrar pela janela e logo os empurro... “Volta, volta, saí porra!... Vai doer muito!”... Dou um empurrão forte e eles caem pela escada e eu pulo junto com eles. Enquanto isso, meu apartamento explode... Tudo pegava fogo, as revistas pornográficas espalhadas por todo o quarto transformaram aquele lugar no inferno... Mas preciso voltar, meus cigarros ficaram lá e minha grana também, e quem sabe eu possa recuperar alguma revista?

Algumas pessoas saem assustadas de suas casas e eu grito... “VOLTEM IMBECÍS! ESPEREM EU SUMIR DAQUI PARA SAÍREM... E EU JÁ ESTOU INDO... SÓ VOU PEGAR UMAS COISINHAS.”... Entro no quarto correndo, abro a gaveta do criado mudo que estava começando a pegar fogo, pego meu dinheiro e meu maço de cigarros e saio, não restou nenhuma revista.

Olho para o casal, ainda estavam caídos e em estado de choque, então digo “Vocês vem comigo, eu sei de alguém que pode cuidar de vocês... Sigam-me, e RÁPIDO! Logo eles vão subir de novo... O último fecha a porta.” E logo começo a correr para chegar ao andar de baixo, o terceiro do prédio, não olho o corredor para ver se tem alguém, apenas sigo correndo e abro a porta do número 303, a casa do Lucky. Olho para ver se o casal me segue, espertos, claro que seguiram, então vou direto para a lareira, tiro a tampa que a cobria e me jogo no fosso. Tudo já tinha sido construído pelo Lucky, ele sempre foi precavido, pena que morreu...

Consigo ouvir o ranger da porta do Lucky enquanto estava descendo pelo nosso fosso, e dentro de 15 segundos eu estaria caindo no esgoto, mas não na água imunda, e sim no chão duro. Bom para eles, não vai infectar o ferimento... Até por que vão cair em cima de mim.

Seguimos pelos esgotos da cidade, os esgotos que eu conhecia de cór, provavelmente sei andar melhor neles do que na cidade em si. Olho para a garota, guerreira, agüentou muito mais do que muita mulher feita agüentaria... Mas já está prestes a desmaiar. Então olho para o garoto e pergunto:

- Qual seu nome garoto?

- Bruno.

- Você é firme garoto, gostei disso, desculpa por – Apontei para o sangramento – pensei que fossem eles. Até por que eles estavam lá.

- Tá doendo.

- Imagino - Olho para a garota e digo – Não durma agora querida, só faltam uns 400 me... – Ela cai no chão como uma jaca, se tivesse acordada, teria doído bastante... Puxo uma pequena pistola do coldre na minha perna e jogo para o garoto – Deslize, não puxe. Fique com ela, eu já volto com ajuda. Tente não desmaiar também....... Quer um cigarro?

- Não fumo.

- É uma ótima hora para começar, não quer mesmo?

-Não.

- Conte quinze minutos, no décimo sexto, estarei aqui... Garoto.

Continua...

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