quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Impuro e Maldito - Parte 2: Louie...


Por Arthur "Ranzo" Vianna. Sobre o Blog...

Subo pelas subo pelas escadas nojentas do esgoto e me encontro de frente para a casa enorme. Louie, ela nunca precisou de mim para nada. Sempre foi rica, sempre foi inteligente e sempre foi linda, mas sempre gostou de mim, desde o dia em que eu levei um tiro pra salvar ela... Estava tendo um assalto no banco dos ricos, e ela estava lá dentro, e eu também... Eram três caras contra eu, e assim que um deles chegou na minha frente eu pulei mordendo a garganta dele... Ele morreu na hora, eu peguei a arma e dei um tiro no que estava tentando nervosamente carregar sua pistola... Novato, o acertei bem no meio do peito e ele caiu morto na hora. Então apareceu o chefe, atirando em minha direção, obviamente fugi das balas, e assim que eu me escondi ele a pegou e mirou na cabeça dela e disse que ia atirar se eu não jogasse a arma fora e me mostra-se. Senti que ela poderia perder mesmo a cabeça, mas não me entrego nunca! Então eu levantei disse que se ele não a soltasse eu ia encher ele de porrada, e foi ai que ele bobeou, ele ficou nervoso, mirou para mim, ela foi inteligente e troncou ele, ele se desequilibrou, caiu atirando, era para o tiro pegar nela... Mas eu já estava correndo antes mesmo dela o troncar e a empurrei com meu ombro... A bala atingiu bem do lado da minha barriga... Então eu fiquei nervoso de verdade e ai realmente enchi ele de porrada... Ela disse que eu fui o herói dela... Eu disse que tava lá exatamente para cobrir o gerente de porrada... Mas continuei sendo o herói, as mulheres são assim, nada muda as idéias na cabeça de ovo delas...

Entrei na casa dela como sempre entro, pelos fundos, junto aos empregados, dei um olá para o Lucas, o motorista, e subi até o quarto dela...

- Ora vejam só, meu herói, meu deus, o que aconteceu com você , todo sujo e fedendo, eu não vou fazer sexo com você nesse estado..

- Hoje não meu bem, eu não vim pra isso... Preciso do carro e de você...

- O que houve?

- Noooo time for details! C’mon… Podemos fazer isso no carro não é?

Enquanto dirigia contei a ela sobre o garoto com uma arma na mão no esgoto e a namorada dele inconsciente, e de como eles precisavam de seus médicos... Então ela disse:

- Você, sempre bancando o herói...

- Eu que atirei neles meu bem!

- E por que não levou eles para a sua casa e chamou o Rod?

- Por que eu não tenho casa, acho que ninguém mais naquele prédio tem. E, não é seguro irmos ver o Rod agora... Chegamos...

Descemos pelas escadas sujas e viramos uma esquina , o garoto mirou em mim e logo eu disse “Eu juro que se você atirar eu te encho de porrada ate você ficar em coma, garoto...” Então ele abaixou a arma e desmaiou na hora...Ele foi forte.

Eu dei as duas pistolas para Louie e peguei o garoto, pousei sobre meu ombro esquerdo... Subi com ele até o carro, depois subi com a garota, Louie subiu, e então partimos. Fomos até um apartamento grande no bairro do lado, guardamos o carro na garagem. Deitamos os dois na cama do doutor e ele cuidou dos ferimentos, não me venham pedir detalhes, eu sei estragar pessoas, não concertar. O doutor era um colombiano com um bom bigode, e um sotaque agressivo, ele perguntou o que aconteceu, e eu só disse “senso de aventura...” ele não perguntou mais nada, apenas me ofereceu seu banheiro para que eu tomasse um banho e garantiu que tudo ficaria bem.

Tirei minhas roupas...

Dexei minha pistola na pia...

Entrei no Box...

Liguei o chuveiro...

1...

2...

3...

POW POW POW!

Saio do Box, pego a pistola e saio do banheiro sem tomar nenhum cuidado... Viro-me e vejo um homem apontando uma arma para alguém, fazendo suspense... Enfio-lhe uma bala no meio da orelha, então aparece outro, assustado, e recebe um tiro que acerta seu braço... Escuto outro POW... Sei que não foi o homem na minha frente, pois ele estava se virando para apontar a arma para mim... Atiro, não tenho balas, jogo a arma nele e corro em sua direção, ele atira, erra, dou-lhe um tronco, ele cai pra trás, subo em cima dele e começo a socar seu rosto, e socar, e socar, e socar, quando parei já não havia rosto, havia muito sangue onde era um rosto, e em minhas mãos...

Me virei... O doutor estava morto, três tiros no peito, havia outro homem sangrando no chão, os jovens ainda dormiam e Louie estava encolhida no canto, chorando... Era a primeira vez que ela matava... Olhei bem para ela e comecei ame aproximar, enquanto cantava... All our times have come... Here but now there gone... Seasons don’t fear the reaper… (…)” A abracei… Come on baby don't fear the reaper... Baby take my hand don't fear the reaper ... We'll be able to fly don't fear the reaper ... Baby I'm your man"

Continua...

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Imagem do autor: http://www.antoniobokel.com.br/2010/07/14/mulher-chorando/

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